quarta-feira, 1 de julho de 2009

Sonhe de viver e então viva...


[...]
Daí o menino disse.
- Minha senhora, o sistema é cruel, não se sabe mais em que, ou em quem acreditar, e mesmo quando se tem certeza de onde pisamos, o chão muda completamente. Daí, a vista vai ficando turva, e escurecendo, e escurecendo e entorpecendo, e nos fazendo adormecer para que eu um sonho possamos crer que a vida não é nada mais que mais um sonho, do qual a qualquer momento pode-se acordar e entender: toda e qualquer dificuldade que se possa ter, não passa daquela “pedra-no-meio-do-caminho” a qual Carlos Drummond tanto falava.
- Então, atravesse a pedra! – Disse o bom moço.
- Como? Pulando, dando a volta, ou retirando da minha frente? – Perguntou o menino.
- Pulando ou retirando, que diferença faz? – Retrucou o senhor.
- Ela pode ser grande feito uma montanha ou pequena como um grão de arroz, pode ser pesada como um elefante ou leve como um pássaro. Deve-se utilizar da sabedoria para continuar andando, andar sem saber analisar as possibilidades de atravessá-las é perda de tempo. Mas qual raciocínio deve ser seguido, o emocional ou o racional? Talvez levar em conta o financeiro seja mais sensato? Até que ponto é válido deixar com que sentimentos tomem conta da gente e faça com que perdemos os sentidos a ponto de fazer coisas às vezes taxadas de loucuras?
A senhora fez cara de quem pensa, e remexeu pra lá, e pra cá, mordeu os lábios, arqueou as sobrancelhas, e pensou mais um pouco, só então retornou a sua expressão facial serena e disse:
- Filho, não adiante ficar se martirizando, se torturando, ou até mesmo se roendo e pensando em como se deve agir sempre, as vezes o melhor que você pode fazer, se seu sentimento for sincero, é tentar acreditar nisso, deixar espaço para que loucuras sejam feitas, com o tempo você olhará para traz e perceberá que inúmeras pedras foram deixadas para traz e que valeu a pena você cometer certas loucuras, sonhe de viver e então viva.
Aí, o menino com os olhinhos brilhando, sorriso largo no rosto e uma grande excitação sentida palpitando no peito, correu para fora da venda, sentou no passeio, pegou o celular e digitou:


“Amor, não importa quantas são as pedras que iremos encontrar,
nem importa o tamanho ou o peso que elas terão,
tudo que foi vivido até aqui significa algo,
estou disposto a querer ultrapassar todas elas, e pra mim,
você estar comigo hoje,
significa tudo que eu venho desejando a mais de meio ano
desde o momento em que eu te conheci pra valer.
Então amor, fica comigo sempre, diz que sim...
Deixa que meu corpo se encaixe no seu,
que seus lábios se encontrem com os meus,
e daí num abraço e beijo apaixonado você possa sentir
que agente pode ser feliz sim
sem ninguém interferir o enorme amor que eu sinto por ti!!
Te amoooo!!!”


Então, já tremendo, o menino apertou o botão “enviar”, digitou um número apressado, observou quando o aparelho mandou a resposta: “Enviado para A., L”, e sorriu...

Posted by - Danniel - @ 02:31

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